- És rapariga para adivinhar, onde vamos?
- Ser, sou mas não quero. Afinal não era surpresa ?
- Sim, tens razão.
- Ainda vai demorar?
- Não, estamos a chegar.
Sentia-me completamente feliz por estar com o João. Recuando algumas semanas, ter um namorado era coisa que não me passava pela cabeça. Mas a vida muda, a vida dá voltas e voltas e de uma maneira ou outra eu tenho esperança que a vida me traria alguém. Alguém que me protegesse e que cuidasse de mim, como eu não sou capaz de o fazer, nem nunca serei.
- Chegamos princesa!
- ... ao Jardim Central?
- Porque é que estás tão desanimada amor?
- Não percebo qual é a surpresa de que me falaste.
- Ainda te lembras de como tudo começou?
- Estamos aqui a revivê-lo?
- Se quiseres chamar isso. Princesa, porque é que estás a ser tão seca?
- Prefiro não pensar como tudo começou, faz-me ter más memórias. O nosso começo... a forma como nos conhecemos não foi nenhum conto de fadas João.
- Estás arrependida? Arrependida de me teres conhecido?
- Sabes bem que não. E por muito que não queira ser lamechas, o meu mundo gira á tua volta. Quem era eu sem ti? Uma rapariga enterrada nos vícios. Sem um rumo e uma dirrecção.
desculpem a demora!
